A deputada estadual e candidata à reeleição, delegada Nadine Anflor (PSD) foi a convidada da edição desta segunda-feira (3), da série de debates com candidatos às eleições de 2026 promovida pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública. A parlamentar, que já foi conselheira da UG, representando a Asdep, foi recebida na sede da União Gaúcha e da Ajuris, em Porto Alegre. O encontro foi transmitido ao vivo pelo canal da União Gaúcha no YouTube para os associados das entidades que integram a UG.
Sobre a posição que irá adotar, caso seja reeleita para o segundo mandato, agora pelo novo partido, ao qual filiou-se no início deste ano, Nadine frisou que o PSD lhe dá a oportunidade de discordar, assim como o PSDB, sigla pela qual elegeu-se em 2022. A candidata destacou a sua capacidade de dialogar com os dois lados (situação e oposição), e a disposição para construir de forma democrática.
IPE Saúde
Nadine tomou a iniciativa de manifestar-se sobre o voto favorável ao projeto de lei de reestruturação do IPE Saúde, que contribuiu para aprovar na Assembleia Legislativa, em 2023, o aumento da contribuição dos servidores públicos sobre os salários, com descontos podendo chegar a até 12% dos vencimentos. A parlamentar disse que votou pela aprovação da matéria com base nas informações (repassadas pelo governo estadual – autor da proposta) que dispunha na época.
Reposição salarial|PEC da data-base
“Lá em 2023, quando votei a favor do projeto do IPE Saúde, eu jamais imaginaria que chegaríamos em 2026 sem o mínimo de 2% ou 3% de recomposição salarial”, ressaltou a candidata ao Legislativo. No entendimento de Nadine, embora considere improvável, o governo pode ainda contemplar a revisão geral anual dos salários, uma vez que a gestão Leite encerra somente em janeiro de 2027. “Nós tínhamos a leitura de que haveria o reajuste. O movimento do governo era favorável a isto porém,não houve e não há vontade política para revisão anual”, pontuou o presidente da União Gaúcha, Osmar Pacheco (Ajuris).
Em relação à PEC da Data-base, Nadine se absteve de comentar a hipótese de protelamento orquestrado da tramitação na Assembleia Legislativa. “Não estou defendendo a Assembleia Legislativa, mas, hoje, como parlamentar, tenho uma outra perspectiva, diferente daquela de quando eu era sindicalista ou chefe de Polícia. Estou dizendo para vocês, a PEC da Data-base vai ser aprovada da forma como ela está hoje”, garantiu.
A candidata, assim como os pré-candidatos que participaram do debate na União Gaúcha, recebeu uma pasta com documentos e estudos sobre os assuntos tratados no encontro. Na oportunidade da entrega do material, a vice-presidente da entidade, Carmen Pasquali (Aprojus), reiterou a pauta de lutas das representações dos servidores públicos gaúchos com assento na UG. “Entre os temas, destaco a necessidade de construirmos uma solução para assegurar reajuste aos aposentados e pensionistas sem paridade. Sendo que, a perda de renda impactou também na defasagem do IPE Saúde “, ressaltou Carmen. A dirigente ainda reforçou a luta pela aprovação da PEC da Data-base no Parlamento e o trabalho realizado no Estado e em Brasília para pôr fim à taxação previdenciária de aposentados e pensionistas.
Confirmaram presença nos próximos debates da União Gaúcha: a candidata ao Senado Federal Manuela D’ávila (PSOL) e a candidata ao governo do Estado, Juliana Brizola (PDT).
Na reunião semanal da União Gaúcha, após o debate, os conselheiros retomaram as discussões sobre os dispositivos em tramitação no Estado e na Federação que tratam do fim da taxação previdenciária dos aposentados e pensionistas.
O conselheiro Ari Louveira (Afisvec) apresentou análise com a repercussão da contribuição previdenciária nos regimes próprios de previdência social de todos os servidores e dos servidores estaduais e, ainda, comparativos com o Regime Geral de Previdência Social. O levantamento revela que servidores que recebem acima de R$ 20 mil deixam de ganhar quase dois salários ao ano por conta da taxação. Para quem ganha acima de R$ 40 mil, o prejuízo é ainda maior, o equivalente a dois salários.
Outro assunto discutido, a PEC do Confisco Previdenciário, que está na fase de coleta de assinaturas na Assembleia Legislativa, após manifestações dos conselheiros, retornará à pauta da UG no próximo encontro, quando o grupo deverá deliberar os próximos encaminhamentos.


