Nesta segunda-feira (27), o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata foi o convidado da série de debates com pré-candidatos às eleições de 2026 promovida pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública.
Os dirigentes das entidades receberam o pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PSDB na sede da União Gaúcha e da Ajuris, em Porto Alegre. O encontro foi transmitido ao vivo pelo canal da União Gaúcha no YouTube para os associados das entidades que integram a UG.
Para Maranata, o déficit orçamentário apresentado pelo governo do Estado para 2027 indica o difícil cenário que será enfrentado pela próxima gestão. “Se não conseguirmos colocar mais um produto na mesa, se a gente não melhorar a performance do Estado, e ainda se não aprovarmos o novo Funrigs e retomarmos o pagamento da dívida com a União, vai voltar a atrasar salário”, enfatizou.
Serviço Público
Se eleito governador do RS, Maranata disse que fará uma gestão de diálogo aberto com os servidores, incluindo a discussão e decisão sobre o orçamento anual, como fez na gestão municipal. Ele também manifestou a intenção de enxugar a máquina pública, unindo secretarias, como por exemplo Segurança e das Mulheres, e diminuir a quantidade de cargos de confiança, sem mexer em salários e benefícios dos servidores públicos. “Eu sou radicalmente contra trazer gente de fora para formar equipe de governo, com tanta gente boa nas universidades e capacitada no corpo técnico”, ressaltou o pré-candidato.
IPÊ Saúde
O pré-candidato defendeu a abertura do sistema para ingresso de servidores municipais e para o público privado, e, ainda, a reestruturação regionalizada do modelo de atendimento ao beneficiário. “Tem que enxergar o IPÊ Saúde como um grande negócio, como uma oportunidade”, pontuou o tucano.
Data-base
Sobre este tema, o pré-candidato ao Piratini disse que é preciso sentar e negociar. Em seu entendimento, a data-base precisa estar vinculada ao desenvolvimento do Estado. “Eu concordo com critérios para discutir a data-base. O Estado não cresceu, nem sentamos”.
Dívida do RS com a União| Propag
Maranata posicionou-se a favor da adesão do RS ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Se ganhar a eleição, o pré-candidato espera ter a oportunidade de sentar com o atual governo para discutir os termos da negociação. Para na sequência, segundo ele, renovar ou aprovar o novo Funrigs. Também planeja trabalhar com a Fazenda na desconstrução dos juros pagos entre 1999 a 2002, em que a dívida cresceu 5%, para, de acordo com ele, buscar redução do montante em quase 40%. Propõe ainda adquirir precatórios em deságio e usá-los para pagar a dívida com a União, quando esta for retomada.
O pré-candidato fechou o debate dizendo: “os desafios são enormes, mas a gente só vai resolver isso, do mesmo jeito que fizemos na enchente, largando a mão de ninguém”.
No encerramento do debate, a secretária-geral da União Gaúcha, Katia Terraciano, entregou à Maranata documento contendo estudos e análises aprofundadas das principais demandas abordadas durante o encontro.
Confirmaram presença nos próximos debates promovidos pela União Gaúcha a pré-candidata ao Senado Federal Manuela D’Ávila (PSOL) e a pré-candidata ao governo do Estado Juliana Brizola (PDT).


