União Gaúcha recebe o candidato à Câmara Federal Coronel Frota

 

O policial militar da reserva, Coronel Frota (Republicanos), foi o convidado desta semana da série de debates com candidatos às eleições de 2026 promovida pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública. O encontro ocorreu, nesta segunda-feira (14), na sede da entidade e da Ajuris, e foi transmitido ao vivo pelo canal da União Gaúcha no YouTube para os associados das entidades integrantes.

 O candidato iniciou a sua apresentação defendendo o diálogo entre Estado e as representações dos servidores públicos. Pelo conhecimento adquirido como presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (AsofBM), entidade que integrou a União Gaúcha, e como secretário adjunto na pasta da Segurança Pública no governo Eduardo Leite, se disse preparado para representar os interesses do funcionalismo público gaúcho em Brasília.

 Ao abrir a rodada de perguntas ao candidato, o presidente da União Gaúcha, Osmar Pacheco (Ajuris), relembrou as reuniões de articulação com o governo do Estado em que buscou-se instituir a revisão geral anual dos salários dos servidores públicos. “Nós tivemos um ano em que o governo nos chamou inúmeras vezes para conversar e, no fim, não tivemos a nossa revisão anual. A competência dos servidores públicos não foi reconhecida no final”, lamentou o presidente da UG.

 Sobre a forma como o seu partido, que compõem a base do governo de Eduardo Leite, votou e aprovou medidas que resultaram em perdas de direitos dos agentes públicos, Coronel Frota reforçou ser um militante das causas das associações. Segundo ele, a filiação partidária decorreu do limite de atuação no governo e da falta de apoio. “No tempo em que estive como secretário adjunto, segui cobrando o governo e recebendo as entidades de classe, porém, chegou o momento em que percebi a necessidade de escorar o meu cargo para ter um respaldo partidário”, esclareceu.

 

PEC da Data-base

Para Coronel Frota, o Estado precisa sentar e ouvir o servidor, mas é necessário que haja uma resolução. “O Estado precisa chamar o servidor, precisa ter uma data para reajustar os vencimentos e transparência na divulgação dos números para discutir com as categorias. Mas, não é discutir eternamente, tem que haver um limite”.

 

PEC 6

O candidato defendeu o apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006 e a aprovação do fim gradual da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas. “Essa é uma agenda política importante que precisa ser permanente”, destacou o candidato.

Esse tema é enfrentado pela União Gaúcha em diferentes esferas, no Estado e em Brasília. Ao longo deste ano, entidades que compõem a UG participaram da articulação política no Congresso Nacional, em busca de apoio dos parlamentares, e na sensibilização do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos/PB), a quem compete a análise dos requerimentos. Os dirigentes também compuseram agendas de diálogo com assessorias e parlamentares, assim como, com representantes do governo Federal.

 

IPE Saúde

Para Coronel Frota, não adianta o IPE Saúde ser superavitário, se não entregar atendimento, médicos qualificados, boas estruturas e regionalização, entre outros aspectos pontuados.

 

Reforma Administrativa

Sobre esse tema, o candidato ressaltou que “a estabilidade não é um trunfo do cidadão, é da sociedade”, referindo-se a um dos pontos da Reforma, que propõe o fim da estabilidade vitalícia e a substituição por contratos temporários.

Texto: Gisele Gonçalves

Edição: Gilvânia Banker

 

Compartilhe