A deputada estadual Luciana Genro (PSOL) concorre ao quinto mandato na Assembleia Legislativa. Enquanto a colega de partido, Fernanda Melchionna, disputa a reeleição para o terceiro mandato na Câmara Federal. As correligionárias foram as convidadas da série de debates com candidatos às eleições de 2026 promovida pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública. O encontro ocorreu, na manhã dessa segunda-feira (31), na sede da entidade e da Ajuris, em Porto Alegre, e foi transmitido ao vivo pelo canal da UG no YouTube para os associados das entidades integrantes.
Após a abertura e saudação inicial do presidente Osmar Pacheco (Ajuris), que participou por meio virtual, agradeceu ao Érico Côrrea, presidente do Sindicaixa-RS e articulador do convite às parlamentares.
Na sequência, a vice-presidente da União Gaúcha, Carmen Pasquali (Aprojus), conduziu os questionamentos da mesa às candidatas sobre o fim da contribuição previdenciária; PEC da Data-base; negociação da dívida do RS com a União; pensionistas sem paridade; execução da Lei do Descongela no RS; Reforma Administrativa e Tributária; entre outros temas enfrentados pela UG. Carmen entregou material às candidatas contendo detalhamento e estudos acerca das pautas tratadas no debate.

Em sua manifestação, Fernanda Melchionna falou sobre o confisco previdenciário, um dos temas prioritários em discussão na União Gaúcha. A parlamentar ressaltou a importância de manter o enfrentamento à taxação dos aposentados em todas as esferas em que se discute a proposta. “Essa é uma luta que precisa de mobilização e pressão”.
A candidata trouxe à discussão o tema da Reforma Administrativa, demonstrando preocupação com o avanço na tramitação e, por outro lado, reconhecendo que a matéria só não foi aprovada no último ano do governo de Jair Bolsonaro, devido à força da mobilização de servidores e das representações, em Brasília.
Melchionna encerrou a introdução, enfatizando o compromisso de mais de duas décadas do PSOL e a coerência do partido quando se trata de defender o serviço público, os servidores, os aposentados, um salário digno e benefícios, e o direito à sindicalização.
Luciana Genro iniciou a sua fala reconhecendo a relevância do trabalho realizado pela União Gaúcha. “A entidade cumpre um papel importante aqui no Estado de congregar os diferentes segmentos dos servidores para lutar em defesa da previdência, e das demais questões relativas às carreiras dos servidores”. A líder da bancada do PSOL na Assembleia Legislativa fez questão de esclarecer que, embora haja uma aliança para eleger Lula presidente e Juliana Brizola governadora, o PSOL não irá integrar o governo. Isso porque, ponderou: “ao mesmo tempo que a gente precisa constituir uma unidade forte para enfrentar a extrema-direita, antes de tudo, necessitamos ter parlamentares, como a Fernanda e eu, que tenham independência para comprar brigas, inclusive com os governos que nós ajudamos a eleger. Independente de quem estiver no governo nós vamos estar nesta trincheira junto com vocês”, concluiu.
Confisco Previdenciário
Melchionna defendeu que haja uma posição do governo federal sobre o fim da contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas. De acordo com a parlamentar, essa sugestão foi apresentada por ela durante o 20º Encontro do Mosap, realizado na Câmara Federal, e até o momento não houve manifestação. Melchionna se colocou à disposição para intensificar a reivindicação sobre o tema.
Reforma Tributária
Melcchionna alertou os conselheiros sobre o risco de perda de finalidade dos impostos carimbados para a previdência social e seguridade. “Se isso acontecer teremos um novo rombo na previdência, além das perdas de arrecadações dos estados. Em outra frente, a parlamentar disse que segue a luta para implementar a taxação das grandes fortunas do Brasil.
Dívida do RS
A candidata à Câmara Federal compartilhou com à mesa, que foi a única da esquerda gaúcha no Congresso Nacional a votar pela anistia da dívida gaúcha, por compreender que ela já foi paga há muito tempo.
Luciana corroborou com a fala de Melchionna, reforçando que os demais parlamentares da bancada gaúcha, em Brasília, votaram contra a anulação da dívida do RS com a União. Para Luciana, é necessário reforçar a capacidade de mobilização dos servidores.
Descongela
A deputada Federal reconheceu que a redação final da Lei do Descongelamento não foi a ideal, em virtude da condicionante, mas foi a possível para aprovação.
Para Luciana o tema do Descongela é mais fácil de encaminhar, considerando tratar-se de uma lei.
PEC Data-base
Luciana disse não estar vendo disposição de determinados setores em trabalhar para que a votação aconteça antes das eleições de outubro. “A gente precisa ter mais pressão em cima dos parlamentares. Para que se consiga votar antes do pleito, vai ser necessário aumentar o nível de pressão”, avaliou. De acordo com a parlamentar, a previsão é que não haja mais votação até lá e a reversão disso depende de um fato novo. “Me disponho a ajudar nesta intensificação pelas PECs da Data-base e pelo fim do confisco” concluiu Luciana.
Sobre a PEC da Data-base, Carmen Pasquali reforçou a importância de aprovar a admissão da matéria na Assembleia Legislativa. “Os salários não reajustados impactam no IPE Saúde e repercutem no IPE Previdência. Nós servidores somos responsáveis por 70% da arrecadação do sistema de saúde, portanto, sentar à mesa e negociar revisões anuais com o governo, é fundamental, e se constitui em uma das pautas prioritárias da União Gaúcha”, enfatizou a vice-presidente da entidade.

























