IPE Saúde é tema de audiência pública virtual

Na manhã desta quinta-feira (09) a presidente do Sinapers, Katia Terraciano participou de audiência pública virtual promovida pela Comissão Segurança e Serviços Públicos, presidida pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), que abordou a situação do IPE Saúde na pandemia e a contratação de serviços entre IPE Saúde e Unimed, entre outros assuntos.
Além do sindicato, Katia representava a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, juntamente com o conselheiro Ives Lucas (Fasp).

Quanto ao primeiro tema proposto, a situação do IPE Saúde na pandemia, a presidente do sindicato ressaltou que embora tenham sido disponibilizados serviços via internet, milhares de usuários ainda estão à margem do processo de atendimento remoto, salientando, ainda o aumento do número das consultas psiquiátricas e suicídio no Estado desde o início da pandemia.

Na avaliação da União Gaúcha, o termo de cooperação entre IPE Saúde e Unimed, proposta oriunda da gestão do ex-Diretor de Saúde, Alexandre Escobar, não oferece risco, visto que não envolve a divulgação de dados sigilosos e sim de uma troca de conhecimentos e tecnologias entre as instituições.

“O que mais nos indigna e queremos deixar nossa manifestação de repúdio, é que vivemos uma falência pandêmica da democracia e do diálogo. Uma das justificativas usadas para argumentar a favor da aprovação dos projetos relativos ao IPE Saúde votados ontem sem que houvesse o mínimo debate com os representantes dos servidores, foi que as entidades não haviam procurado estabelecer um diálogo. Isto não corresponde à realidade. As entidades trabalharam de forma contundente juntos aos gabinetes desde 2017, quando surgiram os projetos que ameaçavam o IPE Saúde que viriam a passar ao largo do debate, propostos em regime de urgência, portanto, sem diálogo. Lutamos arduamente, já prevendo o retrocesso que viria nas atribuições, direitos e representações daqueles que são signatários do Instituto”, disse Katia.

Presente na audiência, o presidente do IPE Saúde, Marcus Vinicius Vieira de Almeida, disse que a lei não exige paridade no IPE Saúde, ao que Terraciano rebateu:
“Não é questão de obrigatoriedade mas sim da efetiva participação democrática dos destinatários dos serviços do IPE Saúde. O que temos agora com a aprovação dos projetos é um simulacro de paridade. Além da omissão criminosa de não haver sido nomeado o Conselho de Administração após a criação da lei, em abril de 2018, até hoje. Sendo assim, consideramos cruel e antiética a aplicação do regime de urgência, sem dialogar com os servidores”.

Concluindo sua fala, a presidente do Sinapers fez um apelo ao governo e ao presidente do Instituto para que tenham mais sensibilidade, pois o IPE Saúde não trata-se de um órgão político mas diz respeito a saúde e a vida de milhões de segurados. “Além da sua dívida para com o Instituto e de apropriar-se do seu patrimônio imobiliário, agora o governo quer gerir de maneira arbitrária a autarquia que é sua credora”.

Fonte:  Sinapers

Compartilhe